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05/11/2015

Vendas de material de construção cresceram 8% em outubro

Anamaco

Os dados são do estudo mensal realizado pelo Instituto de Pesquisas da Anamaco com o apoio da Abrafati, Instituto Crisotila Brasil, Anfacer e Siamfesp. O levantamento ouviu 530 lojistas das cinco regiões do país entre os dias 27 e 30 de outubro e a margem de erro é de 4,3%.

Segundo o levantamento, as lojas de porte médio e grande foram as que registraram os melhores resultados no mês (12% e 13%, respectivamente). Nos pequenos estabelecimentos, o desempenho em outubro foi de 2% de crescimento. No acumulado do ano, o setor tem um desempenho negativo de 5%, mesmo índice apresentado nos últimos 12 meses.

“Já esperávamos uma melhora nas vendas do mês de outubro, pois muitas lojas de material de construção estão fazendo promoções, tentando atrair o consumidor. Além disso, apesar da crise econômica, temos uma tradição no comportamento do brasileiro, que costuma investir em pequenas reformas para deixar a casa bonita para as festas de fim de ano”, explica Cláudio Conz, presidente da Anamaco. "Com o cenário de incertezas econômicas, o consumidor tende a frear novos investimentos, mas também temos em nosso favor a necessidade de manutenção dos mais de 64 milhões de imóveis, que funcionam como seres vivos, demandando reforma por conta de seu uso e desgaste natural. Por conta da crise, o consumidor estava adiando reformas e novas construções, mas ele não conseguirá fazer isso por muito tempo. É o banheiro que está com infiltração, é o encanamento que está com vazamento, é a necessidade de trocar a fiação da casa, e tudo isso fará com que, mais cedo ou mais tarde, ele volte às nossas lojas”, completa.

Todas as categorias pesquisadas registraram crescimento de vendas em outubro, principalmente revestimentos cerâmicos (11%), cimentos e telhas de fibrocimento (10%), tintas (9%), louças sanitárias (7%), metais sanitários (6%) e fechaduras e ferragens (5%).

No levantamento por regiões, o destaque ficou para o Sudeste (10%), seguido do Sul (9%), Nordeste (7%) e Norte (5%). No Centro-Oeste as vendas ficaram estáveis.

Em outubro, também diminuiu o otimismo dos lojistas com relação às ações do Governo nos próximos 12 meses. A intenção de novos investimentos também retraiu em todas as regiões, com exceção do Centro-Oeste e Nordeste e cerca de 11% dos entrevistados pretendem contratar novos funcionários em novembro.

Para o presidente da Anamaco, Cláudio Conz, os resultados de outubro pouco alteram as perspectivas para o ano de 2015. “O setor deve fechar o ano com uma retração de 5% na comparação com 2014. É a primeira vez, desde 1991, que nós não teremos crescimento, mas isso está diretamente ligado à diminuição da oferta de crédito e ao aumento do desemprego. Os nossos estabelecimentos em todo o Brasil cortaram cerca de 43 mil postos de trabalho (empregamos cerca de um milhão de pessoas em todo o país), além de termos registrado fechamento de pequenas e médias lojas”, explica.

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