Premiação comprova amadurecimento do design brasileiro para mercado
O Brasil tem 19 produtos e 17 empresas premiadas na edição de 2006 da mais importante premiação internacional de design: o iF product design award. A solenidade de premiação aconteceu ontem, em Hannover, Alemanha e contou com a presença de sete premiados brasileiros. Dos 156 projetos brasileiros inscritos, 154 foram selecionados pela banca internacional da premiação alemã como finalistas. Este número de inscrições só foi possível com o apoio do Design Excellence Brazil (DEBrazil), iniciativa da APEX-Brasil em parceria com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior e realização da Câmara Brasil-Alemanha.
De acordo com a equipe do DEBrazil, a cada ano o trabalho dos brasileiros é mais reconhecido, consolidando a premiação como um importante diferencial na abertura de oportunidades para as exportações brasileiras. “Desde o início, buscamos identificar estratégias para fortalecimento da imagem do país associada à excelência em design, junto a potenciais mercados a serem atingidos na Europa. Com os recentes resultados no iF product design award, estamos construindo este caminho”, comenta Antonio Sérgio Martins Mello, Secretário do Desenvolvimento da Produção, do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. O comitê seletivo brasileiro, formado por 10 profissionais de instituições ligadas à indústria e ao design, avaliou 316 cadastros, sendo 275 na categoria de produtos, oito projetos em Estudos Avançados e 33 projetos de estudantes.
Além do elevado número de inscrições finalistas neste ano, a premiação consagrou o trabalho de designers e empresas que já haviam vencido em outras edições, como Antonio Bernardo (jóias), Fernando Prado/Lumini (iluminação) e Filomena Padron/Natura (embalagem). Para as empresas, esta também é uma oportunidade de fortalecer a imagem de seus produtos tanto no mercado externo, quanto interno.
Além de expor o produto internacionalmente, a premiação também reforça o posicionamento do produto no mercado interno. Para o designer de produto Giuliano Brandi, formado em 2002, e vencedor com os produtos Sotile Spot e Sotile Pendente, sem o apoio do DEBrazil teria sido muito difícil a participação no iF design product award. “A seleção é extremamente rigorosa e são muitos critérios a serem cumpridos. Para nós foi importante contar com o projeto para conseguir inscrever nossos produtos”, explica. O designer também avaliou como positiva sua participação em Hannover. “Este é meu primeiro prêmio internacional, anteriormente havia sido premiado pela Abilux. Para o iF escolhi produtos que estivessem mais alinhados à concepção da premiação”, ressalta.
Para a empresa a premiação também é uma ferramenta de negócios. De acordo com Giuliano, a Ever Light, fabricante dos produtos premiados, iniciará uma nova campanha mencionando o selo iF e reforçando os diferenciais em design da linha Sotile. “O foco inicial é o mercado interno e acreditamos que novas oportunidades de negócios vão surgir”, finaliza o designer.
De acordo com a APEX-Brasil, o apoio à promoção do design brasileiro é uma prioridade do Governo, assim como da agência. “Produtos com design têm destaque no mercado internacional, conseguem preços melhores e, portanto, contribuem para fortalecer nossa pauta de exportação. Além disso, promovem a imagem do nosso país no exterior. As empresas brasileiras têm desenvolvido produtos que atendem aos desejos do consumidor mundial, com praticidade, qualidade bom preço e, ao mesmo tempo, ressaltam aspectos de brasilidade em suas cores e formas”, comenta Juan Quirós - Presidente da APEX-Brasil.
Para ele, estes atributos são reconhecidos e contribuem significativamente para o sucesso internacional dos produtos. “Em 2006, temos a convicção de que mais uma vez alcançamos um excelente resultado no iF. É mais um importante gol do Brasil, justamente no ano da Copa do Mundo na Alemanha, quando estaremos nas ruas com a campanha promocional 'We do it different', mostrando ao mundo a criatividade do brasileiro para marcar gols em vários setores da economia, não só no futebol,” acrescenta Juan Quirós.
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